Um dos maiores erros que nos deparamos com empreendedores do
mundo todo é o de acreditar que por ser inovador, seu produto não possui
concorrentes.
Essa é uma falsa ideia de exclusividade. Por mais inédito que
seja o produto, sempre haverá alternativas para atender aos desejos e
necessidades de consumidores.
Além disso, alguns acabam por se contentar por ser líder em
determinado segmento, e acabam se descuidando das novidades que podem vir a
surgir no mercado.
Assim, é de suma
importância que a empresa esteja sempre atenta ao que acontece em seu setor de
atuação, para que produtos e serviços sejam sempre atualizados e não se tornem
obsoletos.
A questão é simples: como uma empresa que tem produtos e serviços muito superiores, com preços mais altos, consegue lidar com concorrentes que tem produtos e serviços inferiores, mas preços mais baixos?
Este é um tipo de pergunta que assola o raciocínio comercial de todo empresário.
Raúl Candeloro publicou no Portal do Marketing, de 15/12/2008, um artigo que aprofunda essa questão, que gira em torno da relação custo-benefício.
O autor afirma que na questão levantada acima os benefícios percebidos pelos clientes são iguais ou levemente menores nos concorrentes do que na sua própria proposta, e o preço dos concorrentes é mais baixo.
O resultado final é que os clientes acabam comprando do concorrente. O mercado se divide entre quem vende benefícios e quem vende preço. Michael Porter diz que só existem duas formas de competir: diferenciação ou preço baixo. Empresas que escolhem o primeiro caminho têm de entender que devem se preparar para lutar contra o preço baixo.
Dá muito mais trabalho, mas não é difícil. Só tem de saber exatamente o que o cliente realmente valoriza, além do preço, e trabalhar de forma paranoica para ser percebido por oferecer qualidade por um preço justo. A ênfase é nos benefícios e na diferenciação.

ótima Matéria
ResponderExcluir